sábado, junho 02, 2007

FLIP 2007


Festa Literária Internacional de Parati
4 a 8 de Julho

Destaques

Ahdaf Soueif
A vida de Ahdaf Soueif (1950, Cairo), dividiu-se desde a infância entre o Egito e a Inglaterra. Sua ficção reflete a experiência de crescer entre dois mundos e o peso suportado pelo estrangeiro ao transitar pelas cisões culturais. Seu primeiro romance, In the Eye of the Sun (1992), conta a história de uma jovem egípcia que viaja para estudar na Inglaterra. O mapa do amor (2007), indicado ao Booker Prize e lançado recentemente no Brasil, narra dois casos de amor anglo-egípcios. Soueif escreveu ainda um livro de ensaios, Mezzaterra (2004), e três coletâneas de contos, além de traduzir as memórias de Mourid Barghouti, Eu vi Ramallah (2006).

Amós Oz
Amós Oz (1939, Jerusalém, Israel), fundador e principal representante do movimento israelense Paz Agora, é o escritor mais influente de seu país. Poucos autores escrevem com tanta compaixão e clareza sobre as agruras presentes e passadas de Israel. Em romances como Meu Michel (2002) e Conhecer uma mulher (1992), Pantera no porão (1999) explora a persistência do amor durante a guerra. De amor e trevas (2005) é um livro de memórias sobre sua infância em Jerusalém. O autor já recebeu o Prêmio da Paz de Frankfurt, o Prix Femina Étranger, o Prêmio Israel e a Legião da Honra, na França. Seu último romance é Rhyming Life and Death (2007).

Ana Maria Gonçalves
Escritora da chamada "geração blogueira", Ana Maria Gonçalves (1970, Ibiá, Minas Gerais), surpreendeu o meio literário brasileiro com o seu segundo livro, Um defeito de cor (2006). A saga de 952 páginas acompanha oitenta anos da vida de uma africana capturada ainda criança em Daomé (Benin) e trazida para o Brasil. Como pano de fundo, a Bahia do século 19, e momentos históricos como a Revolta dos Malês, rebelião de escravos muçulmanos em 1835. Millôr Fernandes escreveu na orelha do romance: "O livro está entre os melhores que li em nossa bela língua eslava".

Ishmael Beah
Ishmael Beah (1980, Serra Leoa) tinha apenas 13 anos de idade quando lhe deram uma AK-47. Seus pais e irmão foram mortos pelo exército rebelde de Serra Leoa, a Frente Unida Revolucionária. Temendo por sua vida, e sem muito a perder, juntou-se às forças armadas. Era apenas o início de uma história de horrores. Muito longe de casa – memórias de um menino soldado (2007) é o relato pungente de milhões de inocentes presos no conflito civil de seu país. Beah vive agora no Brooklin, onde dá palestras e escreve ativamente sobre à questão das crianças-soldados.

Mia Couto
Natural de Moçambique, Mia Couto (1955, Beira) é um dos mais requintados escritores surgidos na África pós-colonial e uma das vozes mais originais da literatura lusófona contemporânea. Após a independência de seu país, Couto abandonou a faculdade de medicina e passou a se dedicar ao jornalismo. Já havia publicado diversos poemas e contos antes do surgimento de Terra sonâmbula (1993), seu romance fragmentário sobre a guerra civil moçambicana. Em O outro pé da sereia (2006), continua a explorar as fronteiras entre as geografias reais e imaginárias. Recebeu o Prêmio da União Latina de Literaturas Românticas em 2007.

Robert Fisk
Segundo o jornal The New York Times, Robert Fisk (1946, Maidstone, Reino Unido), o principal correspondente do jornal The Independent sobre o Oriente Médio, é “provavelmente o mais famoso correspondente internacional britânico”. Ao longo de 30 anos,cobriu os conflitos na Irlanda do Norte, a revolução portuguesa de 1974, a guerra civil libanesa, a revolução islâmica no Irã, o conflito Irã-Iraque, a guerra do Golfo em 1991, a guerra do Kosovo, a invasão do Iraque e, mais recentemente, a guerra entre Israel e o Líbano em 2006. Pobre nação, que trata sobre o Líbano, será lançado em breve no Brasil. É um dos poucos jornalistas ocidentais que entrevistaram Osama Bin Laden. Seu último livro é A grande guerra pela civilização – A conquista do Oriente Médio (2007).

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