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Mundial de Volêi 2006, Japão. O Egito não era o único membro da Organization of the Islamic Conference, mas certamente orgulhou muçulmanos de todo o mundo ao entrar em quadra com a maioria das suas jogadoras usando o hijab.
Não raras vezes, muçulmanas são vítimas de hostilidade, pelo simples fato de serem "diferentes", como pôde sentir na própria pele a jornalista Katrin Bennhold.
Em diversos momentos assumir a condição de muçulmana pode exigir uma coragem extra. A seleção egípcia fez a sua parte. Acima de tudo, essas jovens enfrentaram (e venceram) o medo.
Modelo mostra criação do estilista Herman Nuari durante Festival de Moda Islâmica, em Kuala Lampur (Malásia)
Foto: AFP -- 25/11/2006
Repercutiu na mídia brasileira:
Semana de moda islâmica?! Veja fotos do preview
24.11.2006
A gente sabe que existe desfile de moda na Índia, na Rússia, na Austrália e em tudo quanto é país. Mas você imaginava um evento fashion... islâmico? Pois ele existe e vai começar nesse sábado, 25.11. A semana fashion do Islã, que acontece na Malásia, já fez um preview, e o Chic mostra as fotos: todos os looks trazem a cabeça coberta com o hijab (lenço). É todo um mercado! Depois de ver as fotos, claro que nossa curiosidade foi atiçada e corremos atrás do assunto “moda islâmica” pela web. Surpresa: encontramos vários sites, inclusive de compra online! A gente mostra três
Brinquedo-bomba explode e mata cinco meninas na Caxemira
Islamabad, 10 nov (EFE) - Cinco meninas em idade escolar morreram no vale de Neelam, na parte da Caxemira controlada pelo Paquistão, após a explosão de uma bomba que estava escondida num brinquedo, informaram hoje fontes policiais.
Uma fonte da Polícia de Muzaffarabad, a capital da Caxemira paquistanesa, explicou que as meninas estavam perto do colégio Kel, ontem à tarde, quando descobriram o objeto. Logo depois de começarem a jogar com ele, a bomba explodiu e matou três delas, que eram irmãs.
A mesma fonte disse que as outras duas meninas foram levadas a um hospital próximo, onde morreram hoje.
O vale de Neelam fica a 35 quilômetros de Muzaffarabad.
Segundo a Polícia paquistanesa, os brinquedos-bombas costumam ser colocados do outro lado da fronteira pelas forças de segurança indianas e freqüentemente matam paquistaneses inocentes.
Líderes religiosos durante abertura do segundo encontro regional para tratar assuntos relacionados à Aids nos países árabes. O encontro, aberto ontem no Cairo, reuniu cerca de 300 líderes e, pela primeira vez, 60 líderes femininas participaram
Foto: Khaled Desouki / AFP -- 07/11/2006

Leia em português:
* Um Diário Russo - Anna Politkovkaia - Ed. Rocco
* A Explosão da Rússia - Alexander Litvinenko e Yuri Felshtinsky - Ed. Record
* Morte de um Dissidente - Marina Litvinenko e Alex Goldfarb - Ed. Cia. das Letras
Razões para a Guerra
Titulo Original: Why We Fight
Gênero: Documentário
Duração: 98 min.
País: EUA
Ano: 2006
Polêmico documentário que revela uma visão sobre a política de guerra norte-americana ao apresentar fatos que argumentam a necessidade do país estar sempre se preparando para uma batalha e estar sempre travando alguma guerra ao redor do mundo. O filme foi produzido em meio à segunda invasão norte-americana ao Iraque sob o governo de George W. Bush. O filme começa com o discurso do presidente Dwight D. Eisenhower, em 1961, alertando o povo quanto ao crescimento do armamento. Depois disso, o diretor faz entrevistas com soldados, congressistas, informantes militares, intelectuais e muitos outros personagens para fazer uma analise fria e bastante consistente sobre a necessidade do governo norte-americano de travar guerras. Uma produção fundamental para se entender os dias de hoje.
Direção e roteiro de Eugene Jarecki.
Fonte: Cineminha.com.br
Botero expõe obras sobre Abu Ghraib em Nova York
da Ansa, em Bogotá
O pintor colombiano Fernando Botero, 74, disse ter recebido muitas críticas por sua exposição em Nova York que reúne 45 quadros inspirados nos abusos e maus-tratos cometidos por soldados americanos na prisão iraquiana de Abu Ghraib. A mostra foi aberta em 18 de outubro e vai até 18 de novembro."
A exposição recebeu muitas críticas e comentários, nem todos favoráveis, mas eu estou acostumado com isso, pois minha obra é polêmica", afirmou o pintor. Botero relatou que diversas pessoas foram à galeria Marlborough, onde expõe sua coleção, para dizer que a exposição é "anti-americana" e que "é inacreditável" que a mostra esteja em Nova York.
"Dizer a verdade não é ser anti-americano. Senão, o jornal 'New York Times', a revista 'Time' e todos os jornais que denunciaram isso são anti-americanos. É preciso dizer a verdade e ter liberdade de expressão", declarou o artista colombiano.
Segundo Botero, o mal-estar chegou a tal ponto que um colecionador americano o informou que iria "vender imediatamente" três quadros do artista que estão em seu acervo particular. A coleção sobre Abu Ghraib foi apresentada no ano passado, sem maiores problemas, no Palácio Veneza de Roma e no museu Wurth de Kunszelsau, na Alemanha.
Parceria
Botero informou que visitará a Colômbia nos próximos dias para assinar um quadro intitulado "Festa Nacional", pintado em conjunto com o presidente Álvaro Uribe para uma causa beneficente.
O quadro, que já está em Bogotá e será concluído por Uribe, faz parte das 32 obras pintadas por artistas colombianos e autoridades públicas para arrecadar fundos para as viúvas de militares mortos em combates.
"Estou muito contente de ter participado disso, muito honrado que o presidente tenha desejado fazer esse quadro comigo e sobretudo muito satisfeito que o dinheiro da venda de todas essas obras vá para as viúvas", disse Botero.
O artista estimou que o quadro pintado com Uribe seja vendido por um preço inicial de cerca de US$ 450 mil. Ele já entrou em contato com colecionadores internacionais para que ofereçam um preço maior.
A obra de Botero e Uribe será exposta no Clube El Nogal de Bogotá, entre 30 de outubro e 9 de novembro, quando será leiloada com as outras obras.
Livro de ex-marine denuncia violência dos EUA no Iraque
da Folha Online
A brutalidade sem limites é uma prática habitual das tropas americanas no Iraque devido a um treinamento militar que converte os soldados em seres insensíveis, sustenta o ex-marine Jimmy Massey em um livro lançado na França nesta quinta-feira.
"Kill!, Kill!, Kill!" ("Mate, Mate, Mate!") foi escrito em francês e será comercializado por enquanto apenas no país europeu. Uma versão em espanhol está prevista para 2006.
O autor confessou que não encontrou um editor americano que ousasse publicar o seu testemunho demolidor sobre o exército americano.
A jornalista francesa que ajudou Massey a escrever o livro, Natasha Saulnier, disse acreditar que as empresas norte-americanas estão relutantes em tocar o texto por causa da sua controversa e natural ameaça aos interesses comerciais e à imagem das forças dos Estados Unidos no mundo e internamente.
No livro, o ex-sargento denuncia que as tropas do seu país mataram desde março de 2003, quando começou a ofensiva no Iraque, dezenas de civis desarmados devido a uma percepção exagerada de perigo.
Segundo ele, ao cometer esses crimes, os soldados pareciam sentir uma excitação "quase sexual". Massey, que saiu do Iraque em maio de 2003, escreveu o livro depois de abandonar o exército definitivamente devido ao estresse pós-traumático.
"A experiência de escrever me ajudou a cicatrizar [a ferida]. Permito-me fechar um capítulo e responder a muitas perguntas", explicou.
Desarmados
No livro, por exemplo, o ex-sargento conta que ele e um grupo de marines se dirigiam a Bagdá quando dez iraquianos iniciaram um protesto e começaram a gritar frases contra os Estados Unidos.
Os soldados acreditaram ter ouvido um disparo e abriram fogo sem pestanejar contra os manifestantes. "Mataram a maioria antes de se darem conta de que ninguém estava armado", lamentou.
Esse é só um capítulo que Massey recorda em seu livro, cheio de histórias sobre civis desarmados que foram mortos por não parar seu automóvel em um posto de controle qualquer.
De acordo com o ex-sargento, o governo do presidente republicano George W. Bush tem responsabilidade sobre o que acontece nesses locais. "No geral, nós temos de olhar para a administração Bush e sua responsabilidade nas atrocidades e mortes nos postos de controle", frisou.
Massey contou ainda que falou para um oficial, certa vez, que a campanha americana se assemelha a um genocídio e que o objetivo do seu país no Iraque seria apenas petróleo e lucro.
Para o ex-sargento, essa violência corriqueira, da qual ele próprio participou, é o resultado de um treinamento de combate aprovado nas altas esferas do exército americano.
As revelações sobre os maus-tratos aos prisioneiros iraquianos, por parte dos soldados americanos na prisão de Abu Ghraib e em outros lugares, são sintomas do problema que existe nas tropas, segundo o autor do livro.
Os discursos militares fazem com que os soldados percebam todo mundo como terrorista em potencial. "Esses [militares] provocam o medo e o pânico nos marines", assegura no livro Jimmy Massey.
Curiosidade
Estima-se que 20% da população surinamesa seja muçulmana. O país sul-americano é membro da Organization of Islamic Confereces desde 1996.
Após três meses de investigação, a polícia israelense reuniu provas suficientes para indiciar o presidente do país, Moshê Katsav, por estupros, atos indecentes, escutas ilegais, obstrução da justiça e prevaricação. Porém, não é certo que tais acusações resultem em alguma sanção. A denúncia foi divulgada pelos meios de comunicação no começo desta semana.Em outro episódio, Georges Schteinberg, cidadão israelense que chegou a dar aulas de hebraico em colégio judaico no RJ, esteve envolvido em aliciamento de menores, mas foi acobertado pelo consulado e fugiu para Israel.