terça-feira, dezembro 16, 2008

Jornalista que atirou sapato é espancado na prisão, diz irmão

da BBC

O jornalista iraquiano Muntadar al Zaidi, que atirou um sapato contra o presidente americano, George W. Bush, neste domingo (14), foi espancado na prisão, afirmou o irmão do repórter à BBC. Segundo ele, Zaidi teve a mão e as costelas quebradas por conta do espancamento e teria sofrido sangramento interno e um ferimento no olho.

A BBC tentou entrar em contato com o Conselheiro de Segurança Nacional iraquiano, Mowaffaq al Rubaie, mas ele não estava disponível para comentar as alegações feita pelo irmão do jornalista. Dargham, irmão do repórter, disse que acredita que Zaidi tenha sido levado a um hospital militar americano em Bagdá.

Ele disse ainda que vários advogados se ofereceram para ajudar o irmão, mas que nenhum deles teve acesso a Zaidi desde que ele foi detido.

Desde o incidente, diversos protestos foram realizados no Iraque em apoio ao jornalista e pedindo sua libertação. Autoridades iraquianas afirmaram que o jornalista será processado de acordo com a lei iraquiana, mas ainda não está claro as acusações que ele deverá sofrer.

Imagens demonstram que Bush falava ao lado do primeiro-ministro do Iraque, Nuri al Maliki, quando o repórter se levantou, a cerca de um metro de distância do americano, e gritou, em árabe: "este é o seu beijo de despedida, seu cachorro". Bush desvia dos sapatos antes de o jornalista ser contido e arrastado para fora da sala. Bush minimizou o incidente.

No Iraque, atirar um sapato contra alguém é considerado um grande insulto, pois significa que o alvo é inferior a um sapato, sempre em contato com o chão e a sujeira.


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Vice dos EUA defende prática de asfixia simulada em interrogatórios"

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Go out USA

Crianças brincam com sapatos do jornalista iraquiano Muntadar al-Zeidi, que atirou seus calçados no presidente americano George W. Bush durante uma entrevista coletiva em Bagdá no domingo (14). Os meninos, vizinhos do jornalista, fazem a brincadeira em frente a seu apartamento na capital do Iraque no dia seguinte ao incidente.
[AP]


Sapato é hasteado em protesto nesta segunda-feira em Bagdá, no dia depois que um jornalista iraquiano atirou seus sapatos contra Bush na visita do presidente dos EUA ao país.
[AP]

domingo, dezembro 14, 2008

Reconstrução do Iraque representou um fracasso de US$ 100 bilhões

WASHINGTON, 14 dez 2008 (AFP) - Um relatório não publicado do governo dos Estados Unidos afirma que os esforços americanos para reconstruir o Iraque foram prejudicados por problemas burocráticos provocados pela guerra, violência e pela ignorância de elementos básicos da sociedade iraquiana, resultando em um fracasso de 100 bilhões de dólares, informa o site do jornal New York Times.

O jornal afirma que teve acesso a uma cópia do relatório de 513 páginas do governo federal sobre a história dos esforços de reconstrução. O NYT acrescenta que o documento circula em Washington de forma discreta entre um pequeno grupo de revisores técnicos, analistas políticos e conselheiros.

O documento tem uma reclamação do ex-secretário de Estado Colin Powell de que depois da invasão de 2003, o Departmento de Defesa "continuou inventando números sobre as forças de segurança do Iraque - o número pulava 20.000 por semana! Nós agora temos 80.000, agora 100.000, agora 120.000".

A conclusão do histórico é que o governo americano não possui no Iraque as políticas nem a estrutura organizacional que seriam necessárias para levar adiante o maior programa de reconstrução desde o Plano Marshall, segundo o relatório.

Além disso, o documento destaca que os esforços de reconstrução não fizeram muito mais que restaurar o que havia sido destruído durante a invasão e nos saques registrados pouco depois, indica o NYT.

Até meados de 2008, segundo o relatório, 117 bilhões de dólares foram gastos na reconstrução do Iraque, incluindo quase US$ 50 bilhões em dinheiro dos contribuintes americanos.

Em um determinado momento, um oficial da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional recebeu quatro horas para determinar quantas milhares de estradas iraquianas precisariam ser reparadas ou reabertas, cita o jornal.

O oficial pesquisou nos arquivos de referência da agência e a estimativa dele entrou direto no plano geral.

O dinheiro para muitas das obras de reconstrução foi dividido em um sistema de espólio controlado por políticos locais e chefes tribais, acrescenta o New York Times.

"Nosso presidente do conselho distrital virou o Tony Soprano de Rasheed, em termos de controle dos recursos", cita o jornal como uma declaração de um funcionário da embaixada americana em Bagdá, que acrescentou: "Você vai usar meu empreiteiro ou o trabalho não será feito".


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domingo, dezembro 07, 2008

Líder de colonos judeus é indiciada por ataques na Cisjordânia

GUILA FLINT
da BBC Brasil, em Tel Aviv

A prisão de uma das principais líderes de colonos israelenses na Cisjordânia foi o último desdobramento de uma onda crescente de episódios de violência de colonos contra palestinos e até mesmo contra policiais e soldados israelenses.

Daniela Weiss, 63, foi indiciada nesta sexta-feira por abrigar em sua casa dois suspeitos de incendiar olivais da aldeia palestina de Kadum. Ela também foi acusada de agredir policiais e de tentar obstruir as investigações subseqüentes.

Mais que um episódio isolado, a prisão reflete o problema, cada vez maior segundo fontes israelenses, da violência de colonos israelenses contra palestinos e mesmo contra as forças de segurança da região.

Um estudo recente da ONU afirmou que os ataques de colonos chegaram a 222 só na primeira metade deste ano, contra 291 em todo o ano de 2007.

"Há um aumento da violência por parte de judeus em Judéia e Samaria (nomes bíblicos para o sul e o norte da Cisjordânia)", disse o general israelense Gadi Shamni, comandante das forças que controlam a Cisjordânia.

Para o general, "trata-se de uma mudança muito significativa" porque, no passado, apenas alguns indivíduos se envolviam em atividades deste tipo.

Hoje, diz o general, "centenas estão envolvidos em ações conspiratórias contra palestinos e contra as forças de segurança".

Atentado

Daniela Weiss, uma das principais fundadoras do movimento de colonização dos territórios palestinos, ocupados por Israel durante a guerra de 1967, foi indiciada nesta sexta-feira em um tribunal na cidade de Kfar Saba pelo caso do incêndio de olivais na aldeia palestina de Kadum, no norte da Cisjordânia.

Weiss, que faz parte da liderança do movimento dos colonos desde os anos 70, também esteve envolvida na tentativa de instalar um assentamento ilegal, denominado Shvut Ami, nas terras da aldeia de Kadum. A colônia clandestina foi desmontada na quinta-feira pelo Exército israelense.

De acordo com o jornal "Haaretz", o incêndio teria sido uma represália dos colonos à retirada do assentamento ilegal.

O incidente na Cisjordânia ocorre uma semana depois de um atentado, em Jerusalém, contra o intelectual pacifista Zeev Sternhell.

Bomba

Sternhell, 73, um conhecido crítico da ocupação e da colonização dos territórios palestinos, ficou levemente ferido quando uma bomba explodiu junto à porta de entrada de sua casa.

A polícia atribui o atentado a extremistas de direita, mas ainda não prendeu os responsáveis.

Após escapar do incidente, Sternhell afirmou que o atentado "demonstra que a violência dos colonos está vazando dos territórios ocupados para dentro de Israel".

"Se colonos que espancam palestinos, derrubam suas árvores e destroem suas casas, ficam impunes, essa violência também pode ocorrer para o lado de cá da Linha Verde (dentro das fronteiras de Israel)", acrescentou.

Especialista na história do fascismo italiano, Sternhell disse que "esse tipo de impunidade levou ao colapso de democracias frágeis na Europa".

"O atentado contra mim demonstra que a democracia israelense é frágil e que a sociedade deve se organizar para defendê-la", completou.


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Curiosidades

# Na cidade palestina de Hebron, em enclaves fortificados, vivem aproximadamente 650 judeus. O exército israelense mantém no local três militares por colono.

# ONGs denunciaram recentemente que 90% dos processos apresentados por palestinos que sofreram algum tipo de abuso por parte de soldados israelenses são arquivados sem que se abra o julgamento. Ainda segundo o El Pais, esses abusos são comuns na região.

# Este ano um soldado celebrou seu licenciamento das Forças forçando um grupo de palestinos a subirem em um veículo militar e depois jogou-os do carro que andava a 80 km/h. Um dos palestinos morreu e outro ficou gravemente ferido. O soldado foi condenado a seis anos de prisão depois de um acordo judicial.

terça-feira, novembro 25, 2008

ONU pede aos Estados que respeitem o Islamismo

NOVA YORK (AFP) - A ONU adotou uma resolução que pede aos Estados que impeçam, inclusive por lei, a ofensa às religiões.

A Assembléia está profundamente preocupada porque o Islamismo está sendo cada vez mais falsamente associado a violações dos direitos humanos e ao terrorismo e exorta aos Estados que apliquem, e se necessário reforcem, as leis já existentes para combater a xenofobia e a intolerância.

A resolução, patrocinada pelos países islâmicos com o apoio de Belarus e Venezuela, foi adotada nesta segunda-feira por 85 votos contra 50 e 42 abstenções, pela comissão de direitos humanos da Assembléia Geral da ONU.

Os países ocidentais, que vêm neste texto uma tentativa de limitar a liberdade de expressão, votaram contra, enquanto os países muçulmanos mais China, Cuba e Rússia votaram a favor.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Pomaks


Homens da etnia búlgara Pomaks, de religião islâmica, levam seus filhos para um ritual de circuncisão, há 210 km da capital Sofia.
[Vassil Donev -- EFE] Clique para ampliar!

Príncipe Charles promove ambiente e diálogo inter-religioso

da Efe, em Jacarta

O príncipe Charles chegou neste sábado (1) a Jacarta, ponto de partida de uma visita oficial de cinco dias à Indonésia, durante a qual vai promover a luta contra a mudança climática e o estímulo ao diálogo inter-religioso.

A visita, a primeira de um membro da família real britânica à Indonésia desde 1989, acontece dentro da viagem de Charles pela Ásia, que já o levou ao Japão e a Brunei.

Pouco depois de seu avião aterrissar no Aeroporto Halim Perdama, o príncipe de Gales seguiu para a Mesquita de Istiqlal, em Jacarta, para se reunir com o presidente da organização islâmica Muhammadiyah, Din Syamsuddin, informou a televisão local.

A duquesa da Cornualha, Camilla Mountbatten-Windsor, que acompanhou seu marido ao Japão e a Brunei, não viajou à Indonésia "porque teve que cumprir outras obrigações", disse o embaixador do Reino Unido em Jacarta, Martin Hatfull.

Ainda hoje (1), o príncipe Charles deverá participar de um jantar com especialistas e ativistas envolvidos na defesa do meio ambiente. Já amanhã, irá à ilha de Sumatra, no noroeste do país, conhecer um projeto de recuperação ambiental desenvolvido em cerca de 100 mil hectares.

"O ambiente e o entendimento entre as várias religiões são dois dos assuntos com os quais o príncipe Charles sempre se sentiu muito comprometido", afirmou o embaixador britânico em entrevista coletiva.

"Estes dois assuntos também são duas prioridades do governo do Reino Unido em suas relações bilaterais com a Indonésia", acrescentou Hatfull.

Na próxima segunda-feira (3), Charles se reunirá com o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono.

Mais tarde, o herdeiro do trono britânico fará uma palestra sobre mudança climática e participará de um seminário sobre tolerância religiosa.

Na terça, Charles visitará Yogyakarta, no sudoeste da Indonésia, e se reunirá com o sultão da cidade, Hamengkubuwono 10, para, no dia seguinte, voltar ao Reino Unido, concluindo seu giro pela Ásia.

domingo, novembro 02, 2008

Celso Amorim começa visita de três dias ao Irã

da BBC Brasil

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, começou neste sábado uma visita de três dias ao Irã para fechar uma série de acordos bilaterais entre os dois países.

Depois de um encontro com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, Amorim disse que é preciso "pensar sobre as mudanças na estrutura político-econômica mundial".

"O importante é que os países em desenvolvimento estreitem os laços sob novas condições e procurem influenciar o redesenho da ordem internacional", disse Amorim.

Celso Amorim também entregou ao líder iraniano uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com uma proposta de visitas de alto nível entre os dois governos no início de 2009.

"Sabedoria"

Ahmadinejad disse a Amorim que o Irã está satisfeito com a prudência e a sabedoria dos líderes sul-americanos, especialmente do presidente brasileiro, para manter a solidariedade, a coordenação e a unidade entre os países.

"Para remover os efeitos do colonialismo econômico e cultural em nossos países, precisamos de calma, colaboração e esforços incessantes, para assim eliminar a pobreza e estabelecer a paz", afirmou o presidente iraniano após o encontro com Amorim.

Ahmadinejad disse que os sistemas que atualmente dominam o mundo estão se degenerando e que é preciso "dar as mãos para estabelecer novos sistemas".

Acordos bilaterais

Neste sábado, Amorim também se encontrou com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Manucher Mottaki.

A utilização de energia nuclear para fins pacíficos teria sido um dos assuntos da reunião, assim como a necessidade de não usar a força e respeitar a integridade territorial dos países, segundo Mottaki.

Amorim reconheceu a importância do Irã no Oriente Médio, frisando que o país tem um papel muito importante para uma paz duradoura na região.

No domingo, o chanceler Amorim participa do encontro comercial Brasil-Irã, cujo objetivo é ampliar os negócios com o Irã, o maior mercado brasileiro no Oriente Médio, responsável por 28,7% das exportações para a região no ano passado.

O ministro Celso Amorim viajou a Teerã acompanhado de empresários brasileiros dos setores de automóveis, petróleo e alimentos.

A visita tem um caráter de reaproximação entre os dois países já que, de acordo com o Itamaraty, a última visita de um chanceler brasileiro a Teerã foi há 17 anos.

sábado, novembro 01, 2008

Dubai Mall


Imagem mostra aquário no interior do Dubai Mall, um dos maiores shoppings do mundo, com 1,1 milhão de metros quadrados [AFP] Clique para ampliar!