segunda-feira, janeiro 15, 2007

An Other Cup




Daniel Buarque, do G1, Em São Paulo

É possível que "An other cup" já estivesse pronto na cabeça de Yusuf Islam desde a época em que ele ainda se chamava Cat Stevens e era um dos nomes centrais da música pop mundial. Isso aconteceu há quase 30 anos, quando ele abandonou sua bem-sucedida carreira, deixou seu nome cristão, adotou o islamismo, deixou a música de lado e se tornou persona non grata nos Estados Unidos por críticas públicas à política internacional do país.

Depois de todo este tempo, ele volta com nome novo, mas a voz continua a mesma. "An other cup" soa na mesma linha de tudo o que Stevens fez para deixar sua marca na música mundial, com a mesma competência instrumental e vocal em arranjos inconfundíveis, que poderiam estar em qualquer das outras gravações históricas dele.

Canções pop simples, com toques de folk music e tocadas ao violão, melodias agradáveis, divertidas, mas não pegajosas. Tudo como em "Back to earth", de 1978, último álbum lançado por ele, em que dava continuidade ao sucesso de discos como "Tea for the Tillerman" e músicas célebres como "Father and son" e "Wild world", tão reeditadas nas coletâneas que as gravadoras lançam regularmente.

A grande diferença, especialmente em relação a sua última gravação, é que em vez de letras em que o autor parece procurar o sentido da vida, em "An other cup", a religião parece dar conforto a quem canta a paz, a felicidade, as coisas simples como um passeio pelo parque ou uma xícara de chá.

É natural que a volta encare a crítica de que se trata de um som datado, perdido no tempo. A ligação religiosa de Yusuf Islam, entretanto, já o fez abandonar a vida de riqueza e luxo, e oferece o alívio de não ser apenas um caça-níquel. O som realmente parece ser de uma outra época, mas é uma bela celebração de uma juventude dedicada à música pop. O reencontro de Yusuf Islam, ou Cat Stevens, tanto faz com a música é algo que só pode ter resultados positivos.

Muçulmanas especiais


Al Nour Wal Amal Association

Acesse o site oficial:


http://www.alnourwalamal.org/

sábado, dezembro 09, 2006

A Garra das Egípcias

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Mundial de Volêi 2006, Japão. O Egito não era o único membro da Organization of the Islamic Conference, mas certamente orgulhou muçulmanos de todo o mundo ao entrar em quadra com a maioria das suas jogadoras usando o hijab.

Não raras vezes, muçulmanas são vítimas de hostilidade, pelo simples fato de serem "diferentes", como pôde sentir na própria pele a jornalista Katrin Bennhold.

Em diversos momentos assumir a condição de muçulmana pode exigir uma coragem extra. A seleção egípcia fez a sua parte. Acima de tudo, essas jovens enfrentaram (e venceram) o medo.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Moda Islâmica

Modelo mostra criação do estilista Herman Nuari durante Festival de Moda Islâmica, em Kuala Lampur (Malásia)

Foto: AFP -- 25/11/2006

Repercutiu na mídia brasileira:

Semana de moda islâmica?! Veja fotos do preview
24.11.2006

A gente sabe que existe desfile de moda na Índia, na Rússia, na Austrália e em tudo quanto é país. Mas você imaginava um evento fashion... islâmico? Pois ele existe e vai começar nesse sábado, 25.11. A semana fashion do Islã, que acontece na Malásia, já fez um preview, e o Chic mostra as fotos: todos os looks trazem a cabeça coberta com o hijab (lenço). É todo um mercado! Depois de ver as fotos, claro que nossa curiosidade foi atiçada e corremos atrás do assunto “moda islâmica” pela web. Surpresa: encontramos vários sites, inclusive de compra online! A gente mostra três

segunda-feira, novembro 13, 2006

Brinquedo-bomba

Brinquedo-bomba explode e mata cinco meninas na Caxemira

Islamabad, 10 nov (EFE) - Cinco meninas em idade escolar morreram no vale de Neelam, na parte da Caxemira controlada pelo Paquistão, após a explosão de uma bomba que estava escondida num brinquedo, informaram hoje fontes policiais.


Uma fonte da Polícia de Muzaffarabad, a capital da Caxemira paquistanesa, explicou que as meninas estavam perto do colégio Kel, ontem à tarde, quando descobriram o objeto. Logo depois de começarem a jogar com ele, a bomba explodiu e matou três delas, que eram irmãs.

A mesma fonte disse que as outras duas meninas foram levadas a um hospital próximo, onde morreram hoje.

O vale de Neelam fica a 35 quilômetros de Muzaffarabad.

Segundo a Polícia paquistanesa, os brinquedos-bombas costumam ser colocados do outro lado da fronteira pelas forças de segurança indianas e freqüentemente matam paquistaneses inocentes.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Debatendo a Aids

Líderes religiosos durante abertura do segundo encontro regional para tratar assuntos relacionados à Aids nos países árabes. O encontro, aberto ontem no Cairo, reuniu cerca de 300 líderes e, pela primeira vez, 60 líderes femininas participaram

Foto: Khaled Desouki / AFP -- 07/11/2006

sábado, novembro 04, 2006

Em memória de Anna Politkovskaia

Anna Politkovskaya foi morta a tiros em Moscou


Leia em português:

* Um Diário Russo - Anna Politkovkaia - Ed. Rocco

* A Explosão da Rússia - Alexander Litvinenko e Yuri Felshtinsky - Ed. Record

* Morte de um Dissidente - Marina Litvinenko e Alex Goldfarb - Ed. Cia. das Letras

Documentário de Jarecki

Razões para a Guerra
Titulo Original: Why We Fight
Gênero: Documentário
Duração: 98 min.
País: EUA
Ano: 2006

Polêmico documentário que revela uma visão sobre a política de guerra norte-americana ao apresentar fatos que argumentam a necessidade do país estar sempre se preparando para uma batalha e estar sempre travando alguma guerra ao redor do mundo. O filme foi produzido em meio à segunda invasão norte-americana ao Iraque sob o governo de George W. Bush. O filme começa com o discurso do presidente Dwight D. Eisenhower, em 1961, alertando o povo quanto ao crescimento do armamento. Depois disso, o diretor faz entrevistas com soldados, congressistas, informantes militares, intelectuais e muitos outros personagens para fazer uma analise fria e bastante consistente sobre a necessidade do governo norte-americano de travar guerras. Uma produção fundamental para se entender os dias de hoje.

Direção e roteiro de Eugene Jarecki.

Fonte: Cineminha.com.br

Expo de Botero

Botero expõe obras sobre Abu Ghraib em Nova York
da Ansa, em Bogotá

O pintor colombiano Fernando Botero, 74, disse ter recebido muitas críticas por sua exposição em Nova York que reúne 45 quadros inspirados nos abusos e maus-tratos cometidos por soldados americanos na prisão iraquiana de Abu Ghraib. A mostra foi aberta em 18 de outubro e vai até 18 de novembro."

A exposição recebeu muitas críticas e comentários, nem todos favoráveis, mas eu estou acostumado com isso, pois minha obra é polêmica", afirmou o pintor. Botero relatou que diversas pessoas foram à galeria Marlborough, onde expõe sua coleção, para dizer que a exposição é "anti-americana" e que "é inacreditável" que a mostra esteja em Nova York.

"Dizer a verdade não é ser anti-americano. Senão, o jornal 'New York Times', a revista 'Time' e todos os jornais que denunciaram isso são anti-americanos. É preciso dizer a verdade e ter liberdade de expressão", declarou o artista colombiano.

Segundo Botero, o mal-estar chegou a tal ponto que um colecionador americano o informou que iria "vender imediatamente" três quadros do artista que estão em seu acervo particular. A coleção sobre Abu Ghraib foi apresentada no ano passado, sem maiores problemas, no Palácio Veneza de Roma e no museu Wurth de Kunszelsau, na Alemanha.

Parceria

Botero informou que visitará a Colômbia nos próximos dias para assinar um quadro intitulado "Festa Nacional", pintado em conjunto com o presidente Álvaro Uribe para uma causa beneficente.

O quadro, que já está em Bogotá e será concluído por Uribe, faz parte das 32 obras pintadas por artistas colombianos e autoridades públicas para arrecadar fundos para as viúvas de militares mortos em combates.

"Estou muito contente de ter participado disso, muito honrado que o presidente tenha desejado fazer esse quadro comigo e sobretudo muito satisfeito que o dinheiro da venda de todas essas obras vá para as viúvas", disse Botero.

O artista estimou que o quadro pintado com Uribe seja vendido por um preço inicial de cerca de US$ 450 mil. Ele já entrou em contato com colecionadores internacionais para que ofereçam um preço maior.

A obra de Botero e Uribe será exposta no Clube El Nogal de Bogotá, entre 30 de outubro e 9 de novembro, quando será leiloada com as outras obras.

Livro de Jimmy Massey

Livro de ex-marine denuncia violência dos EUA no Iraque
da Folha Online

A brutalidade sem limites é uma prática habitual das tropas americanas no Iraque devido a um treinamento militar que converte os soldados em seres insensíveis, sustenta o ex-marine Jimmy Massey em um livro lançado na França nesta quinta-feira.

"Kill!, Kill!, Kill!" ("Mate, Mate, Mate!") foi escrito em francês e será comercializado por enquanto apenas no país europeu. Uma versão em espanhol está prevista para 2006.

O autor confessou que não encontrou um editor americano que ousasse publicar o seu testemunho demolidor sobre o exército americano.

A jornalista francesa que ajudou Massey a escrever o livro, Natasha Saulnier, disse acreditar que as empresas norte-americanas estão relutantes em tocar o texto por causa da sua controversa e natural ameaça aos interesses comerciais e à imagem das forças dos Estados Unidos no mundo e internamente.

No livro, o ex-sargento denuncia que as tropas do seu país mataram desde março de 2003, quando começou a ofensiva no Iraque, dezenas de civis desarmados devido a uma percepção exagerada de perigo.

Segundo ele, ao cometer esses crimes, os soldados pareciam sentir uma excitação "quase sexual". Massey, que saiu do Iraque em maio de 2003, escreveu o livro depois de abandonar o exército definitivamente devido ao estresse pós-traumático.

"A experiência de escrever me ajudou a cicatrizar [a ferida]. Permito-me fechar um capítulo e responder a muitas perguntas", explicou.

Desarmados

No livro, por exemplo, o ex-sargento conta que ele e um grupo de marines se dirigiam a Bagdá quando dez iraquianos iniciaram um protesto e começaram a gritar frases contra os Estados Unidos.

Os soldados acreditaram ter ouvido um disparo e abriram fogo sem pestanejar contra os manifestantes. "Mataram a maioria antes de se darem conta de que ninguém estava armado", lamentou.

Esse é só um capítulo que Massey recorda em seu livro, cheio de histórias sobre civis desarmados que foram mortos por não parar seu automóvel em um posto de controle qualquer.

De acordo com o ex-sargento, o governo do presidente republicano George W. Bush tem responsabilidade sobre o que acontece nesses locais. "No geral, nós temos de olhar para a administração Bush e sua responsabilidade nas atrocidades e mortes nos postos de controle", frisou.

Massey contou ainda que falou para um oficial, certa vez, que a campanha americana se assemelha a um genocídio e que o objetivo do seu país no Iraque seria apenas petróleo e lucro.

Para o ex-sargento, essa violência corriqueira, da qual ele próprio participou, é o resultado de um treinamento de combate aprovado nas altas esferas do exército americano.

As revelações sobre os maus-tratos aos prisioneiros iraquianos, por parte dos soldados americanos na prisão de Abu Ghraib e em outros lugares, são sintomas do problema que existe nas tropas, segundo o autor do livro.

Os discursos militares fazem com que os soldados percebam todo mundo como terrorista em potencial. "Esses [militares] provocam o medo e o pânico nos marines", assegura no livro Jimmy Massey.